Biocontrole de Ferrugem Asiática da Soja
Introdução
A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo biotrófico Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais severas que acometem a cultura da soja no Brasil e no mundo, resultando em perdas significativas de produtividade. O controle químico, baseado em fungicidas multissítios e sítio-específicos, tem sido a principal estratégia adotada, mas enfrenta limitações crescentes devido à evolução da resistência fúngica e ao elevado custo de aplicação.
O controle biológico, por sua vez, ainda é pouco explorado e apresenta resultados inconsistentes em campo, refletindo lacunas no conhecimento sobre os agentes e suas interações ecológicas. Entre as alternativas promissoras, destaca-se a exploração de fungos hiperparasitas , microrganismos capazes de parasitar outros parasitas, como potenciais agentes de biocontrole. Embora estudos nessa área sejam escassos, os hiperparasitas representam uma via inovadora para o manejo sustentável da ferrugem asiática, especialmente frente ao esgotamento das estratégias convencionais.
Neste estudo, foi avaliada a progressão da ferrugem asiática da soja em condições controladas, visando comparar diferentes estratégias de manejo. Foram testados sete isolados de fungos potencialmente hiperparasitas, além de um fungicida químico de referência e dois produtos biológicos à base de Bacillus spp. A proposta central foi investigar o potencial de isolados fúngicos como agentes de biocontrole da ferrugem, em comparação às estratégias convencionais de controle químico e biológico disponíveis no mercado.

Foto: Fábio Aléx Custódio